Consegui desmontar a árvore de Natal
Isso merece uma comemoração!
Até porque hoje já é 11 de
janeiro. Acho que não é nenhum apego emocional que me faz adiar esse momentoso. É mesmo
falta de tempo e de vontade.
Montar a árvore é bem mais divertido. Tem mais
gente ao redor, gente pequena a brigar para ver quem põe a estrela no topo este
ano, a pendurar os trabalhos de escola e os postais que recebeu, enfim, temos
mais clima e audiência pra montar. Já pra desmontar não se pode dizer o mesmo.
Ela está ali a empoeirar e a te delatar como procrastinadora.
_ Que coisa feia,
árvore! Vou te mostrar quem procrastina e vai ser agora! Isso mesmo, estou
falando com a árvore, até porque é a única que me assiste. O restante debandou
e me deixou com esta tarefa. Então vamos lá!
Retiro cada enfeite e penso que cada um tem sua própria
história me leva ao momento em que foram feitos, oferecidos ou comprados. Me
leva ao momento em que estávamos ao redor da mesa a prepara-los e ao momento em que estávamos a pendurá-los. Percebo que tenho apego sim, que tenho sentimentos
mais profundos por esta árvore do que pensava e que adiar o momento é adiar
sentimentos que estão me inundando agora.
Quantos sentimentos uma árvore de natal pode trazer. Sinto
receio de não saber aonde estaremos no próximo dezembro, sinto um frio no
estômago ao ver que os enfeites feitos pelos filhos estão em menor quantidade.
Filhos crescem e não ficam pra sempre ao redor da nossa árvore. Um dia vão ter
suas próprias árvores em suas próprias famílias. Sinto que estou ficando velha
muito rápido, sinto que a vida está com muita pressa de passar...
Depois respiro fundo e lembro-me do verdadeiro sentido do
Natal, lembro-me porque estou viva e vivo neste país. Então o que sinto é
gratidão aquele que nasceu pra me dar vida e esperança, e me deu uma missão:
espalhar a boa nova entre aqueles que ainda não O conheceram.
_ Pai, obrigada pelo Natal, obrigada pelo Filho e pelo
Espírito Santo! Sim, agora já não falo mais com a árvore, falo com o Pai, que
esteve comigo todo o tempo, mesmo quando me sentia só.
Ana Souza
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